Haruto Umezawa nasceu na cidade de Saitama em 27 de Março de 1966, seu mestre é nada mais nada menos que Hojo Tsukasa, o criador de City Hunter! Sua carreira como mangaká profissional começou na revista Weekly Shonen Jump no ano de 1990 com o mangá Sakenomi☆Douji (mesmo ano em que o mestre Takehiko Inoue debutava seu primeiro grande sucesso, SLAM DUNK, e que Yoshihiro Togashi também começava seu primeiro mangá regular, Yu Yu Hakusho), mas acabou sendo cancelado depois de poucos volumes. Sua verdadeira carreira de sucesso começou no ano de 1992, com o mangá Hareluya II BØY, um mangá de delinquência que só foi acabar no ano de 1999, com 31 volumes, um grande sucesso da Jump noventista. Nesse meio tempo, lançou um mangá de volume único em 1993 chamado Hareluya, brincando com a origem do protagonista de BØY, Hibino Hareluya.

Seu retorno foi logo no ano seguinte ao fim de seu maior sucesso, em 2000 estava começando nas páginas da Shonen Jump o mangá Bremen, cujo o tema era música, rock and roll, mas acabou sendo "cancelado" com apenas nove volumes graças à sua ousadia. Os tempos haviam mudado na Shonen Jump e uma história ousada como Bremen não era bem vista, já que seu público alvo era adolescentes na faixa etária dos 16 anos, e a Jump tinha mudado com o fim dos anos noventa e tentava mudar sua faixa etária para 12 anos, até mudando de revista posteriormente grandes franquias, como Jojo's Bizarre Adventure. Após Bremen, retornou em 2002 de novo na Shonen Jump agora com uma história mais infantil, Sword Breaker, que foi cancelada com míseros 2 volumes.
Depois disso, vieram 2 one-shots, Live e Detective Dance, ainda na Shonen Jump, mas não fizeram muito sucesso e nunca viraram uma série. Fundo do poço? Depois do sucesso de Hareluya? Não. Eis que em 2004 Haruto Umezawa finalmente decide largar a Shonen Jump e começa uma nova série na revista seinen mais famosa da Shueisha, a Weekly Young Jump. Essa série se chama Countach e está em publicação até hoje, contando já com 26 volumes, e a história segue um Salaryman que resolve mudar e começa a curtir um carro Countach em corridas de rua.
Sua primeira grande série, Hareluya II BØY, começou no ano de 1992 na Weekly Shonen Jump, como eu já disse. Nela, Hibino Hareluya é um delinquente suspenso que está voltando pra escola e acaba encontrando um garotinho em apuros e o salva de uma gangue peculiar. Mal sabia ele que esse garotinho era um colega de classe e que ambos começariam uma grande "amizade". Seguindo o feeling dos mangás de delinquência clássicos como Shonan Junai Gumi e Kyou Kara Ore Wa!!, Hareluya conseguiu se manter bem, com lutas e comédia bem equilibradas, ainda mais com outro grande mangá de delinquência em publicação na mesma revista como Rokudenashi Blues, que foi só acabar em 1997, dois anos antes dele.
1997 esse que foi o ano de estreia do anime de Hareluya! Feito pelo estúdio Triangle Staff (Serial Experiments Lain), o anime, que passou na TV Tokyo, durou somente 25 episódios, 2 cours, infelizmente, mesmo tendo vários volumes do mangá para material, mas serve muito bem como um fanservice para todos que gostam do mangá. A saga de Hibino Hareluya veio a terminar dois anos depois do anime, em 1999, época em que os "recém-nascidos" One Piece, Takeshi e Hunter x Hunter começavam a se firmar na Jump, superando a crise de 1995 que foi o fim de Dragon Ball. Sim, o "troll" Hibino Hareluya foi um dos pilares da revista ao lado de Slam Dunk, Rokudenashi Blues e Rurouni Kenshin após o término de Dragon Ball, e sem eles, a coisa teria ficado feia para Jump... Mas bem, o mangá terminou com 31 volumes, consagrando Haruto Umezawa.
Seu segundo mangá relevante foi Bremen (Sim, referenciando aquele conto "Os Músicos de Bremen"), um mangá sobre música que estreou no ano 2000, assim como todas as suas obras, na revista Shonen Jump, da editoraXuxa Shueisha. A história segue um jovem que sai de casa para se tornar um astro do rock e no meio do caminho encontra um piradão que não faz ideia de quem e um crossdresser riquinho, ambos se juntam a sua banda e eles vão tentar consquistar o mundo com sua música. Como mostra a sinopse, isso hoje em dia seria publicado numa revista seinen e seria um mangá seinen e o grande erro de Haruto Umezawa foi publicá-lo na Shonen Jump. A antologia estava começando uma transformação de público, toda a leva de mangás de 80 e 90, como Rokudenashi Blues, Dragon Ball e o próprio Hareluya II BØY, havia terminado e agora seu público alvo havia mudado com mangás como One Piece, Naruto e Takeshi, que são destinados a um público mais jovem, e Bremen, que sim, é realmente um ótimo mangá, perdeu muito espaço por tratar de temas como sexo, drogas, crossdressing e brigas, assuntos que não eram adequados para essa Jump dos anos 2000 (Que como eu disse, chegou ao ponto de mandar a franquia Jojo's Bizarre Adventura para outra revista em 2004, já que seu conteúdo não era mais para os padrões da Jump), por isso o mangá terminou com somente 9 volumes e o fim mais non-sense que eu já vi num mangá. As pessoas dizem que o fim é ridículo, mas pra mim, aquilo foi a forma de protestar contra o término do mangá, que tinha muita história pra ser contada ainda. O mangá terminou no ano seguinte com 9 volumes e não ganhou anime e nem nada parecido.
Após várias tentativas na Shonen Jump, Haruto Umezawa finalmente acordou e começou o mangá que está fazendo até hoje, Countach. Em 2004 os leitores da revista Weekly Young Jump, uma das maiores revistas seinen da Shueisha, puderam acompanhar a história de um Salaryman que conseguiu sair dessa vida ao realizando um sonho, dirigindo um Lamborghini Countach, que nomeia essa obra prima de Haruto Umezawa. Sim, Countach, uma série de corridas, é o terceiro grande mangá dele. Nunca ouviu falar? Pois é. Ao sair da Shonen Jump, Haruto Umezawa correu o risco de muitos: ser esquecido. E não é que foi? A maioria dos autores que saíram da Jump, como Masanori Morita, Masakazu Katsura (Apesar de que graças a Tiger&Bunny, ele foi finalmente lembrado e sua obra na Young Jump, Zetman, vai ganhar um anime) e muitos outros, não se deram tão bem no quesito "publicidade" saindo da revista, já que muitos não conhecem seus atuais mangás publicados em revistas diferentes da Jump. Mas no quesito qualidade, meu amigo... a coisa só evoluiu.
Em Countach temos o protagonista, Salaryman, se desprendendo da sua empresa e indo fazer o que quer da vida, realizando seu sonho e vivendo a vida sobre as rodas. Não te lembrou nenhuma história não? Pois é, isso pode ser interpretado como uma metáfora da própria vida do mestre Haruto Umezawa, já que ele virou só mais um autor antigo da Jump, com mangás como Sword Breaker, porém, conseguiu se soltar de suas correntes e publicar o que queria na Young Jump. Depois de tudo isso preciso dizer que o mangá é bom? Traço impecável, carisma, corridas sensacionais, sexo (até no carro no meio de um racha, diga-se de passagem...) e o mesmo feeling de Bremen fazem de Countach uma de suas melhores obras, desconhecida por muitos no ocidente, infelizmente, e não é um sucesso tão grande como um Nurarihyon no Mago da Shonen Jump, mas consegue cumprir seu papel como mangá seinen do Haruto Umezawa e os volumes, 26 até o momento, costuman sempre figurar o top de vendas da Oricon.
Outra ponto que vale a pena ser comentado do mestre é que além de suas narrativas ácidas, seu traço faz toda a diferença. Assim como outros grandes nomes da Shonen Jump, Haruto Umezawa tem um traço de invejar qualquer um e combina perfeitamente com suas narrativas, graças a seu estilo selvagem. Hoje em dia, em Countach, ele dá um show a cada capítulo novo com carros perfeitamente desenhados, além de cenários e ruas, tudo tão perfeitamente feito que faz qualquer imergir e sentir a adrelina da corrida. Os desenhos podem estar parados, mas graças a essa perfeição, você nunca vai pensar isso durante uma corrida. Assim como no começo de sua carreira nas brigas de Hareluya e mais pra frente nos shows de Bremen.
Esse é Haruto Umezawa, mais um mestre da arte de fazer mangás que publica até hoje, ou melhor, dá show até hoje. Até a próxima!

Seu retorno foi logo no ano seguinte ao fim de seu maior sucesso, em 2000 estava começando nas páginas da Shonen Jump o mangá Bremen, cujo o tema era música, rock and roll, mas acabou sendo "cancelado" com apenas nove volumes graças à sua ousadia. Os tempos haviam mudado na Shonen Jump e uma história ousada como Bremen não era bem vista, já que seu público alvo era adolescentes na faixa etária dos 16 anos, e a Jump tinha mudado com o fim dos anos noventa e tentava mudar sua faixa etária para 12 anos, até mudando de revista posteriormente grandes franquias, como Jojo's Bizarre Adventure. Após Bremen, retornou em 2002 de novo na Shonen Jump agora com uma história mais infantil, Sword Breaker, que foi cancelada com míseros 2 volumes.
Depois disso, vieram 2 one-shots, Live e Detective Dance, ainda na Shonen Jump, mas não fizeram muito sucesso e nunca viraram uma série. Fundo do poço? Depois do sucesso de Hareluya? Não. Eis que em 2004 Haruto Umezawa finalmente decide largar a Shonen Jump e começa uma nova série na revista seinen mais famosa da Shueisha, a Weekly Young Jump. Essa série se chama Countach e está em publicação até hoje, contando já com 26 volumes, e a história segue um Salaryman que resolve mudar e começa a curtir um carro Countach em corridas de rua.
Sua primeira grande série, Hareluya II BØY, começou no ano de 1992 na Weekly Shonen Jump, como eu já disse. Nela, Hibino Hareluya é um delinquente suspenso que está voltando pra escola e acaba encontrando um garotinho em apuros e o salva de uma gangue peculiar. Mal sabia ele que esse garotinho era um colega de classe e que ambos começariam uma grande "amizade". Seguindo o feeling dos mangás de delinquência clássicos como Shonan Junai Gumi e Kyou Kara Ore Wa!!, Hareluya conseguiu se manter bem, com lutas e comédia bem equilibradas, ainda mais com outro grande mangá de delinquência em publicação na mesma revista como Rokudenashi Blues, que foi só acabar em 1997, dois anos antes dele.
1997 esse que foi o ano de estreia do anime de Hareluya! Feito pelo estúdio Triangle Staff (Serial Experiments Lain), o anime, que passou na TV Tokyo, durou somente 25 episódios, 2 cours, infelizmente, mesmo tendo vários volumes do mangá para material, mas serve muito bem como um fanservice para todos que gostam do mangá. A saga de Hibino Hareluya veio a terminar dois anos depois do anime, em 1999, época em que os "recém-nascidos" One Piece, Takeshi e Hunter x Hunter começavam a se firmar na Jump, superando a crise de 1995 que foi o fim de Dragon Ball. Sim, o "troll" Hibino Hareluya foi um dos pilares da revista ao lado de Slam Dunk, Rokudenashi Blues e Rurouni Kenshin após o término de Dragon Ball, e sem eles, a coisa teria ficado feia para Jump... Mas bem, o mangá terminou com 31 volumes, consagrando Haruto Umezawa.
Seu segundo mangá relevante foi Bremen (Sim, referenciando aquele conto "Os Músicos de Bremen"), um mangá sobre música que estreou no ano 2000, assim como todas as suas obras, na revista Shonen Jump, da editora
Após várias tentativas na Shonen Jump, Haruto Umezawa finalmente acordou e começou o mangá que está fazendo até hoje, Countach. Em 2004 os leitores da revista Weekly Young Jump, uma das maiores revistas seinen da Shueisha, puderam acompanhar a história de um Salaryman que conseguiu sair dessa vida ao realizando um sonho, dirigindo um Lamborghini Countach, que nomeia essa obra prima de Haruto Umezawa. Sim, Countach, uma série de corridas, é o terceiro grande mangá dele. Nunca ouviu falar? Pois é. Ao sair da Shonen Jump, Haruto Umezawa correu o risco de muitos: ser esquecido. E não é que foi? A maioria dos autores que saíram da Jump, como Masanori Morita, Masakazu Katsura (Apesar de que graças a Tiger&Bunny, ele foi finalmente lembrado e sua obra na Young Jump, Zetman, vai ganhar um anime) e muitos outros, não se deram tão bem no quesito "publicidade" saindo da revista, já que muitos não conhecem seus atuais mangás publicados em revistas diferentes da Jump. Mas no quesito qualidade, meu amigo... a coisa só evoluiu.
Em Countach temos o protagonista, Salaryman, se desprendendo da sua empresa e indo fazer o que quer da vida, realizando seu sonho e vivendo a vida sobre as rodas. Não te lembrou nenhuma história não? Pois é, isso pode ser interpretado como uma metáfora da própria vida do mestre Haruto Umezawa, já que ele virou só mais um autor antigo da Jump, com mangás como Sword Breaker, porém, conseguiu se soltar de suas correntes e publicar o que queria na Young Jump. Depois de tudo isso preciso dizer que o mangá é bom? Traço impecável, carisma, corridas sensacionais, sexo (até no carro no meio de um racha, diga-se de passagem...) e o mesmo feeling de Bremen fazem de Countach uma de suas melhores obras, desconhecida por muitos no ocidente, infelizmente, e não é um sucesso tão grande como um Nurarihyon no Mago da Shonen Jump, mas consegue cumprir seu papel como mangá seinen do Haruto Umezawa e os volumes, 26 até o momento, costuman sempre figurar o top de vendas da Oricon.
Outra ponto que vale a pena ser comentado do mestre é que além de suas narrativas ácidas, seu traço faz toda a diferença. Assim como outros grandes nomes da Shonen Jump, Haruto Umezawa tem um traço de invejar qualquer um e combina perfeitamente com suas narrativas, graças a seu estilo selvagem. Hoje em dia, em Countach, ele dá um show a cada capítulo novo com carros perfeitamente desenhados, além de cenários e ruas, tudo tão perfeitamente feito que faz qualquer imergir e sentir a adrelina da corrida. Os desenhos podem estar parados, mas graças a essa perfeição, você nunca vai pensar isso durante uma corrida. Assim como no começo de sua carreira nas brigas de Hareluya e mais pra frente nos shows de Bremen.Esse é Haruto Umezawa, mais um mestre da arte de fazer mangás que publica até hoje, ou melhor, dá show até hoje. Até a próxima!













Haruto Umezawa com certeza tem um estilo foda. Muito próprio também, eu diria.
ResponderExcluirO cara tem idéias mto boas e aborda de forma mto boa também.
Gosto muito de Umezawa, apesar de não ser um dos meus autores preferidos.
ResponderExcluirPrincipalmente por Bremen, que foi o primeiro mangá que eu li (é sério!). Pena que teve aquele final...
É bom ver que Haruto Umezawa ainda é lembrado e apreciado por mais gente, nunca ouço muito sobre ele vindo dos outros.